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Quarta-feira, Maio 23, 2012

 

PSA: testar ou não testar?

O debate continua intenso a respeito das vantagens e desvantagens de testar o PSA de homens de maneira rotineira. Claro que são homens sem sintomas, sem casos de câncer da próstata na família. Como a incidência e a prevalência desse câncer é substancialmente mais elevada entre negros do que entre brancos e asiáticos, ser negro torna recomendável o teste sistemático de PSA. 
Um grupo de estudos, o U.S. Preventive Services Task Force, não recomenda o uso de rotina desse teste a partir de certa idade. Por quê? A resposta é complicada: o teste salvaria poucas vidas e provocaria tratamentos desnecessários, porque um PSA elevado está longe de significar a morte do paciente. Os tratamentos desnecessários têm efeitos colaterais que podem ser pesados, como impotência, incontinência, ataques do coração e até morte com tratamentos que poderiam ser evitados porque a chance de morrer do câncer, na grande maioria dos casos, seria mínima.
Repetindo: homens negros, homens com sintomas do câncer e homens com parentes que têm ou tiveram esse câncer devem ser testados de maneira sistemática. 
O teste de PSA continuará a ser coberto pelo seguro médico público chamado Medicare.
O problema deriva do número de falsos positivos e falsos negativos. As margens de erro que antes eram consideradas aceitáveis, hoje não o são. Testes que reduzam o erro e que permitam separar quem tem alta chance de morrer do câncer dos demais homens resolveriam o problema. Não se trata mais de um teste que indique quem tem o câncer: o PSA em conjunção com o toque retal faz isso com margem aceitável de erro. Porém, a descoberta de que muitos pacientes não morreriam do câncer sem qualquer tratamento requer outro poder, o de separar os casos perigosos dos que podem ser simplesmente acompanhados. Trata-se de isolar os cânceres perigosos, que podem matar o paciente. Há muitas células que podem produzir o câncer da próstata, o que leva a muitos tipos diferentes, alguns letais e muitos indolentes, que crescem devagar e só matariam se os pacientes vivessem bem mais de cem anos. 
Não obstante, um em cada seis homens americanos terá esse câncer. E este câncer, por ser tão comum, é o segundo que mais mata, atrás apenas do câncer do pulmão. Duas pesquisas, uma na Europa e outra nos Estados Unidos chegaram à conclusão de que cinco em cada mil homens morrem deste câncer no prazo de dez anos. Minha crítica a esse raciocínio é que estamos vivendo mais e a taxa nunca chega a zero: ao contrário, parece aumentar depois de quinze ou vinte anos do diagnóstico. A pesquisa europeia concluiu que os testes sistemáticos, rotineiros, salvariam um desses cinco homens.     
O argumento contra se baseia nos erros e efeitos colaterais dos tratamentos. Dois de cada mil homens testados morrerão de um ataque do coração ou de um derrame provocado pelo tratamento, particularmente o hormonal. Além disso, 30 a 40 ficarão temporária ou permanentemente impotentes ou incontinentes em função do tratamento. De cada três mil, um morrerá de complicações durante a cirurgia. 
O debate continua...

GLÁUCIO SOARES        IESP/UERJ

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Sábado, Maio 12, 2012

 

Tratamento do Cancro da próstata: opções atuais e em novas terapias

Amigo Gláucio.

Tentando colaborar, passo a tradução da matéria sugeria. Tradução pelo google (logo, um tanto defeituosa)
Abraços
Sergio Haas
 



Tratamento de Castração-Resistente Cancro da próstata: opções atuais e em novas terapias.

Mesmo que o cancro da próstata é geralmente uma doença lenta em desenvolvimento, até 40% dos homens diagnosticados com a doença eventualmente desenvolver a doença metastática. Apesar de a castração cirúrgica etratamento inicial, a progressão para castração-resistente o câncer de próstata pode ser inevitável.

Nesta entrevista, fala CancerNetwork com dois especialistas, ambos de câncer de próstata estão ativamenteenvolvidos nas experiências de investigação e clínica de novos agentes, sobre o tema das opções de tratamentodisponíveis recentemente e futuros para os pacientes com a castração-resistente o câncer de próstata. Dr. Tomasz M. Beer, Oregon Health & Science University Cancer, e Dr. Andrew Armstrong, Duke Cancer Institute, em Carolina do Norte, são convidados palestrantes no Encontro Anual de 2012 da Sociedade Americanade Oncologia Clínica em Chicago em junho deste ano, onde eles vão discutir este tema.

CANCERNETWORK: Durante o último ano ou assim, tem havido um grande progresso com as novas terapias sistêmicas que mostram um benefício para pacientes com castração-resistente o câncer de próstata. Vamos começar com as novas terapias hormonais. Dr. Armstrong, você pode descrever tanto abiraterona, que foi aprovado em abril passado, e também MDV3100, que é um inibidor do receptor de andrógeno romance sinalizando que realmente mudou rapidamente a partir de ensaios em fase inicial para a fase III?

DR. ARMSTRONG: eu quero destacar aqui que, nos últimos 10 anos, uma das principais mudanças de paradigma em nosso campo tem sido o reconhecimento de que nossas terapias hormonais são os que não foram nossos pacientes, e não que os pacientes são verdadeiramente hormonal refratária. Vários dos mecanismos de resistência que surgiram durante a castração resistente a progressão foi ainda envolvendo sinalização hormonais.
Assim, temos aprendido ao longo dos últimos anos que o câncer de próstata pode gerar precursores androgênicos como um mecanismo de resistência, eles podem ampliar o receptor de andrógeno, e eles podem desenvolver mutações ou variantes de emenda nestes receptores. Eles realmente se adaptar a estas terapias hormonais ao longo do tempo e nos últimos nossos mais velhos terapias hormonais simplesmente não foram tão eficazes no controle que estado de doença. Assim, o termo efectivamente alterado de hormona-refractário doença para que de castração resistente baseado em muitas destas novas terapias que demonstram maior eficácia e ainda alguns sensibilidade às terapias hormonais.


Abiraterona é um da primeira. É uma modificação, essencialmente, de uma droga que foi utilizado durante muitas décadas chamados cetoconazol (Medicamentos informação sobre o cetoconazol). É realmente um inibidor da síntese de andrógenos precursor. Bloqueia a síntese de colesterol em di-hidrotestosterona (por ser um inibidor do citocromo P450 CYP17), que é uma das enzimas chave que constrói a testosterona a partir do zero. Que funciona tanto na glândula adrenal para bloquear uma das restantes fontes de testosterona, mas também de uma forma parácrina / autócrina dado que o cancro da próstata podem sintetizar a sua própria ou utilizá-los para fazer a partir do soro de testosterona. A droga Medivation é bastante diferente. O composto MDV3100 é um antiandrogénio de segunda geração, de modo que bloqueia o receptor, particularmente o receptor amplificado em formas que androgénios não mais velhos. Então, são mecanismos muito diferentes. Mas ambos são agentes hormonais.

Abiraterona foi o primeiro a demonstrar um benefício de sobrevivência global. O primeiro teste que relataram isso, e é agora publicado no New England Journal of Medicine, foi em homens com doença resistente à castração que progrediu após docetaxel (Medicamentos informação sobre docetaxel). Isso mostrou uma melhoria de cerca de 4 meses na sobrevida global em comparação com prednisona (Medicamentos informação sobre prednisona) sozinho. Abiraterona é dada com prednisona para maximizar a eficácia e reduzir a toxicidade de que a droga. O composto Medivation informou recentemente os seus resultados na ASCO 2012 geniturinário Simpósio e também será mostrado na ASCO neste ano. É demonstrado um benefício de sobrevivência de cerca de 5 meses no mesmo tipo de definição de pós-docetaxel, resistente à castração pacientes metastáticos foram para o teste. O julgamento é chamado o julgamento AFFIRM. Embora este ainda não foi publicado, os dados são convincentes e que a droga está atualmente sob revisão da FDA para aprovação em que estado de doença. Há muitos outros fármacos que são próximos que são muito semelhantes aos de ambos estes compostos originais-TAK-700 é bastante semelhante ao abiraterona e segunda geração antiandrogénios estão em desenvolvimento, bem.

CANCERNETWORK: O que você acha que ambos são os próximos passos importantes especificamente para esses agentes de combinação, melhor busca de biomarcadores preditivos, no início de entrega? Dr. Beer vamos começar com você.

DR. Beer: Eu só quero salientar que o nível de benefício que nós estamos vendo com esses pacientes é realmente bastante impressionante em relação ao que sabemos sobre a quimioterapia. Estes são agentes orais com toxicidade relativamente modesto, em comparação à quimioterapia convencional. Estes são avanços reais e significativos para os pacientes. Mas chegar a sua pergunta, eu acho que em muitos casos de câncer de todo o potencial da terapia sistêmica só é realmente compreendida quando a terapia foi testado em todo o espectro da doença inteiro. Eu estaria muito interessado em ver esses agentes mover-se em estágios iniciais da doença, onde um benefício de 30% a 40%, por exemplo, em uma situação onde os homens vivem muitos anos, poderia ser realmente um benefício transformador se ele se sustenta. Penso anterior fase da doença, até e incluindo combinações com radiação para localmente avançado da doença de alto risco, em que sabemos terapia hormonal convencional tem um grande impacto sobre a sobrevivência e melhora os resultados de radiação. Seria certamente melhor se perguntar se a terapia hormonal pode fazer uma diferença ainda maior. Certamente combinação contra seqüência é uma questão importante no campo. Não, neste momento, realmente tem um monte de insights sobre se essas drogas podem fazer ainda melhor se máximo suprimir todos os elementos de sinalização, incluindo a produção de andrógenos ligante e receptor ao mesmo tempo. Eu acho que é uma questão importante que precisa ser feita.
DR. ARMSTRONG: Gostaria apenas de eco e dizer que os ensaios clínicos de fase III, pré-docetaxel para abiraterona, por exemplo, já sabemos que isso é essencialmente um estudo positivo e será apresentada em breve. Mas, outros estudos que olham abiraterona com radiação ou na configuração anterior da doença faz sentido. O nosso objectivo é, obviamente, para melhorar as taxas de cura, bem como para melhorar a sobrevivência com o uso anterior de estas drogas. Para Medivation, o estudo PREVAIL, por exemplo, é um pré-julgamento docetaxel que ainda está em curso. A utilização destas drogas adjuvantly, após a cirurgia ou com radiação, em combinação ou sequência faz sentido. Quanto mais tempo você tem os homens nesses estudos, obviamente estas são muito potentes terapias hormonais não-nós também temos que prestar atenção para a segurança a longo prazo.

CANCERNETWORK: Duas outras drogas que têm sido recentemente aprovadas são a imunoterapia Provenge-, bem como o cabazitaxel quimioterapia (Jevtana ®). Poderia tanto de você descrever sua visão sobre o papel destes agentes no tratamento?

DR. ARMSTRONG: Provenge ou sipuleucel-T foi aprovado pelo FDA mais de um ano atrás, agora com base em uma vantagem de sobrevivência em homens com doença resistente à castração que era metastático. Foi o primeiro medicamento para realmente ter uma etiqueta com base nos sintomas-é particularmente indicado para homens com doença assintomática ou sintomática minimamente semelhante ao julgamento IMPACT, um estudo de fase III que envolveu esses tipos de homens. Esses homens não têm, geralmente, fígado ou metástases pulmonares e geralmente não tinham quimioterapia anterior, embora tenha havido algumas exceções. O estudo mostrou uma melhoria 4,1 meses em sobrevivência. Não ter outros efeitos, como as terapias hormonais que acabamos de descrever, como quedas de PSA ou atraso na progressão ou respostas radiográficas.
Com uma imunoterapia bastante mecanismo de ação diferente, você pode esperar desfechos diferentes ou um ponto final em atraso. Nós ainda estamos tentando descobrir quais pacientes poderiam se beneficiar mais com esta terapia, ou encontrar biomarcadores que podem ajudar a interpretar os pacientes que estão respondendo ou não, e qual a melhor maneira de combinar este ou seqüência com todos esses novos agentes. Estas são algumas das perguntas ativas.


DR. Beer: vou comentar sobre cabazitaxel. É a droga de quimioterapia segundo depois de docetaxel demonstrou ser eficaz em prolongar a sobrevivência em cancro da próstata avançado. Tornou-se uma ferramenta padrão no tratamento de pacientes que têm câncer de próstata metastático resistente à castração após tratamento com docetaxel. Claro que agora com abiraterona em uso após quimioterapia esta é uma área lotada e eu acho que muitos de nós estão actualmente a abordar o tratamento com docetaxel em primeiro lugar, abiraterona seguinte, ea terceira cabazitaxel. Eu não esperava isso de evoluir. Eu acho que é razoavelmente provável que as drogas hormonais continuará a ser movida no início da doença. Cabazitaxel está a ser testada contra o docetaxel na configuração de linha de frente. Vamos ver a evolução continuada do paradigma do tratamento. Eu acho que cabazitaxel oferece uma importante opção principalmente para aqueles pacientes em que os agentes hormonalmente ativos não são mais úteis. Mesmo que se estenderam a gama de tais agentes, eventualmente, a maioria dos pacientes encontrar-se numa situação em que o cancro é resistente a todos os diversos agentes hormonais que estão disponíveis.

CANCERNETWORK: Outro conjunto de agentes, que visam prevenir metástases ósseas, como denosumab (Xgeva), que é aprovado, e também o rádio-223 (Alpharadin) que tem demonstrado um benefício de sobrevida global em pacientes com câncer de próstata avançado. Qual é a diferença entre os dois agentes e quais são seus papéis?


DR. Beer: Alpharadin é um radiofármaco alfa-emissor, um agente relativamente único. É, suponho, semelhante ao denosumab em que ele atinge doença no osso, mas como ele faz isso e o que ele faz é dramaticamente diferente. Essencialmente, oferece terapia de radiação para os locais de metástases ósseas. É o radiofármaco primeiro a mostrar, de forma convincente, efeito antitumoral verdadeira medida pelo PSA declínio e controle da dor. Mas também vantagem de sobrevivência, e eu acho que é muito emocionante. A droga ainda não está disponível no mercado, não estamos a usá-lo rotineiramente. Eu espero que ele se torne mais uma ferramenta na caixa de ferramentas. É provável que seja uma droga que nós usamos após a quimioterapia, mas vamos ter que aprender mais sobre essa droga e ganhar mais experiência com ele. É importante ter drogas de diferentes classes disponíveis e isto é claramente uma classe única.


Denosumab é uma droga que inibe a formação óssea e tem sido estudada, como indicado, para prevenir as metástases ósseas, para tratar a osteoporose e para reduzir o risco de complicações relacionadas com a esquelético de cancro da próstata. Por isso, é realmente uma droga osso alvo que atinge diretamente o osso e não diretamente como alvo o câncer como Alpharadin ou quimioterapia. No momento, eu acho que é mais amplamente utilizado no câncer de próstata para prevenir complicações relacionadas com esquelético ou para atrasá-los na doença resistente à castração metastático. Como uma ferramenta para prevenção de metástases, não obter a aprovação da FDA. Houve um atraso nas metástases, mas não uma vantagem de sobrevivência global. No início uso desta droga necessariamente resultou em um maior risco de efeitos secundários particularmente osteonecrose da mandíbula. Eu vejo esta droga como uma ferramenta importante na gestão de cuidados de suporte dos pacientes. Mas, como todas as ferramentas, que precisa ser avaliada em uma análise de risco-benefício, lembrando que queremos ser cuidadosos em não causar um efeito colateral, evitando outro. Em geral, eu acho que é usado para reduzir as complicações ósseas em pacientes de alto risco e é certamente uma opção interessante. Seu uso para prevenir metástases provavelmente não é justificada pelos dados atuais, mas que é um ponto controverso e eu me pergunto o que Andrew vai dizer sobre isso.


DR. ARMSTRONG: Concordo com você Tom. Eu acho que os comitês ODAC concordo com você também. Atrasar um evento que é apenas um evento de pura radiológico por apenas alguns meses não parece ser uma razão para mudar ou expandir a etiqueta com base em uma única tentativa, sem evidência de melhora da sobrevida ou resultados a longo prazo, sobretudo tendo em conta as toxicidades com anos de utilização denosumab eo custo. Mas gostaria apenas de dizer que esses agentes, como o ácido zoledrônico (Medicamentos informação sobre o ácido zoledrônico) e drogas elogiar denosumab pode gostar de rádio. De facto, os dados de rádio sugiro que se pacientes estão em estas drogas de osso, particularmente ácido zoledrônico, os benefícios parecem ser ainda maior para a prevenção esquelético eventos relacionados. Assim, eles podem realmente ajudar uns aos outros. Muitas destas drogas são dadas ao mesmo tempo como outras terapias como a quimioterapia ou hormonal terapias não necessariamente o rádio. Radium era um projeto de estudo interessante. Em essência, eles foram capazes de entregar terapias hormonais para os pacientes, ao mesmo tempo que o rádio. Eles não misturá-lo ainda com a quimioterapia. Muitos dos pacientes receberam segunda linha ou terceira linha terapias hormonais, como parte do ensaio clínico em ambos os lados do ensaio. Será interessante, obviamente, para eventualmente combinar algumas das novas terapias hormonais que já falámos anteriormente com o rádio.

CANCERNETWORK: Como última pergunta, com todos esses novos agentes, o que é o papel atual dos ensaios clínicos para câncer de próstata avançado? Dr. Beer que recentemente escreveu um livro sobre como fazer a melhor decisão educada sobre os ensaios clínicos para o câncer, então vamos começar com você.


DR. Beer: Acho que o papel dos ensaios clínicos não mudou. Fizemos muito progresso através de ensaios clínicos, mas muito mais é necessário. Quando olhamos, por exemplo, câncer testicular, onde 90% dos pacientes com doença metastática pode ser curada com 12 semanas de medicação, que é bastante óbvio que temos um longo caminho a percorrer. Então eu acho que o nosso compromisso com os ensaios clínicos devem, de fato, ser maior do que nunca. Isto é porque nós já demonstrou para nós e para nossos pacientes, que tipo de progresso é possível através da investigação clínica. Eu acho que, a partir de uma perspectiva de pesquisador, é um universo muito mais difícil estar dentro

Todos esses agentes eficazes criaram muitas subpopulações de pacientes e da concepção dos ensaios clínicos hoje é PhD em nível de trabalho, comparado ao trabalho de alto nível da escola há alguns anos atrás. Basta descobrir como estudar novos agentes nesse campo extremamente complicado, onde, como nossa discussão demonstrou claramente, nós não descobri exatamente como usar os agentes que já temos. Então, é um desafio. Para aqueles de nós que gostam desse tipo de desafios, este é um momento emocionante. Nós nunca tivemos um melhor entendimento da biologia do câncer que levou um esforço mais forte para desenvolver novas drogas excitantes, eo fato de que passamos de uma droga que melhora a sobrevida a 6 em uma matéria de cerca de 2 anos, é apenas o a ponta do iceberg tanto quanto eu estou preocupado.


Estou muito animado que eu tive a oportunidade de escrever um livro com um dos meus pacientes e participantes em ensaios clínicos. O livro é intitulado Ensaios Clínicos de Câncer, e esperamos que essas pessoas que estão contemplando participar num ensaio clínico vai encontrar esse livro útil e ajudá-los a pensar por onde um ensaio clínico pode ou não se encaixam em seu plano de tratamento do câncer.

DR. ARMSTRONG: Isso é ótimo. Gostaria apenas de acrescentar ao que com todas essas novas drogas, a nossa comunidade de câncer de próstata provavelmente irá formar novas questões e novos grupos de controle e dos novos projetos que ajudarão a responder a perguntas. Além disso, vou dizer que muitos de nossos colegas em outros tumores sólidos, particularmente de pulmão e câncer de mama estão se movendo em relação à medicina preventiva ou medicina precisão onde estamos usando biomarcadores tumorais para selecionar pacientes para uma determinada terapia, a fim de maximizar o benefício para aqueles pacientes que são susceptível de responder a uma terapia. Isso leva um bem-validado, qualificado biomarcador, por exemplo, o receptor de estrógeno, progesterona (Medicamentos informação sobre progesterona) receptor, HER2 no câncer de mama, ou mutações EGFR em câncer de pulmão. Estes são os biomarcadores onde você pode ver os resultados reais dramáticos com fármacos que inibem realmente o alvo. Eu diria que o câncer de próstata está caminhando nessa direção e ainda é uma necessidade não atendida, na medida do desenvolvimento desses biomarcadores que podem realmente selecionar os pacientes que terão um benefício surpreendente de abiraterona ou drogas Medivation, ou mesmo taxanos para essa matéria. O ideal é o nosso campo irá para que realmente maximuze benefício e minimizar danos. Essa é a minha esperança.




 


Date: Fri, 11 May 2012 21:31:44 +0000
Subject: Câncer de Próstata [Câncer de próstata - notícias e pacientes] Atualização sobre o Câncer da Próstata
From: soares.glaucio@gmail.com
To: cancer-de-prostata-pacientes@googlegroups.com

Uma excelente discussão - em Inglês - dos últimos avanços em cânceres adiantados se encontra em

http://www.cancernetwork.com/prostate-cancer/content/article/10165/2065202

Sem dúvida, é mais um serviço da instituição - Cancer Networks - à nossa comunidade de pacientes.


Gláucio Soares                   IESP-UERJ
 

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Sexta-feira, Maio 11, 2012

 

Atualização sobre o Câncer da Próstata

Uma excelente discussão - em Inglês - dos últimos avanços em cânceres adiantados se encontra em

 

http://www.cancernetwork.com/prostate-cancer/content/article/10165/2065202

 

Sem dúvida, é mais um serviço da instituição - Cancer Networks - à nossa comunidade de pacientes.

 

 

Gláucio Soares                   IESP-UERJ

 

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APRENDENDO UM MÍNIMO A RESPEITO DAS DESORDENS BIPOLARES

As desordens bipolares não são conhecidas pelo grande público. A chance de que comportamentos bipolares provoquem afastamento de parentes e amigos é grande. É importante que pacientes, assim como seus amigos e parentes, aprendam a respeito dessa doença mental.

Um site de divulgação, WebMD, é dos mais confiáveis nesse nível. Esta semana publicaram uma série de slides com comentários que proporcionam uma informação mínima que é acessível. Está em Inglês, mas como as informações em cada slide são dadas em poucas linhas, é possível copiar e traduzí-las.

 

Veja em

 

http://www.webmd.com/bipolar-disorder/ss/slideshow-bipolar-disorder-overview?ecd=wnl_dep_051112

 

GLÁUCIO SOARES                                                 IESP/UERJ


Quarta-feira, Maio 09, 2012

 

NOVO MEDICAMENTO SERÁ TESTADO CONTRA O CÂNCER DA PRÓSTATA

Há algum tempo houve esperança entre pacientes, amigos e familiares com os testes de uma nova droga contra o câncer da próstata chamada Capesaris. Capesaris estava sendo testada pela GTx como uma droga para o tratamento primário deste câncer. O teste foi parado porque havia um número inaceitável de pessoas com efeitos colaterais – embolias e semelhantes.
Agora a GTx anunciou que testará o medicamento em doses mais baixas – como tratamento de segunda linha, quando o tratamento anti(hormonal) não está mais parando o câncer. Essa retomada está prevista para o terceiro trimestre deste ano. A previsão é de que testarão três doses e usarão 75 pacientes, creio que 25 para cada dose. 
Testes anteriores estavam dando certo, mas os efeitos colaterais foram considerados inaceitáveis. Doses mais baixas devem minorar os efeitos colaterais, mas isso precisa ser demonstrado. Além disso, resta saber se em doses menores e – oxalá! – seguras, o medicamento ainda surte efeito sobre o câncer. 
Os investidores americanos e seus consultores parecem crer que sim: as ações da GTx subiram no mercado no dia em que o novo teste foi anunciado.
GLÁUCIO SOARES            IESP/UERJ

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Terça-feira, Maio 08, 2012

 

REPENSANDO AS SONECAS E AS SIESTAS

O lugar comum nas posições sobre as sonecas e siestas é que elas causam mais mal do que bem. 
Porém, uma pesquisa pequena mas bem feita contesta esse ensinamento, particularmente em relação aos idosos.
A idade altera a estrutura, a duração e a qualidade do sono. Lá pelos sessenta temos menos ciclos de sono profundo (ondas lentas) e mais ciclos de sono rápido. Do lado negativo, os idosos dormem, na média, duas horas a menos do que dormiam quando era jovens. Além disso, acordam mais vezes – em parte devido a problemas com micção.
O consenso, que durou muito tempo, dizia que os idosos não precisavam de tantas horas de sono quanto os jovens, mas o consenso mudou. Em qualquer idade, precisamos de muitas horas, entre sete e meia e oito, de sono cada dia.
Precisamos para quê? Para funcionar bem no dia seguinte e dias subsequentes. 
O que fazer?
Mais uma vez, o consenso mudou – em parte. Acreditava-se que as sonecas diurnas competiam com o reparador sono noturno, resultando num sono noturno mais curto,pior, e em sonolência durante o dia.
Uma equipe do Weill Cornell Medical College, concluíram que, entre idosos, as sonecas diurnas, e a tradicional siesta depois do almoço, aumentam o número de horas diárias de sono e reduzem a sonolência durante o dia. A pesquisa foi mais além, demonstrando que um bom cochilo durante o dia traz benefícios cognitivos. Lembramos mais, erramos menos.
O estudo analisou vinte duas pessoas com mais de cinquenta anos. Elas usaram monitores e anotaram detalhes do sono. Com isso, os pesquisadores construíram uma baseline, uma padrão de como dormia aquele grupo, para poder aferir mudanças. 
Após esse período, foram para o laboratório. Lá, seu sono foi medido, preencheram questionários e outros testes cognitivos. Depois, de volta à casa, uns começaram a dormir, rotineiramente, uma soneca de 45 minutos e outros “sonecaram” mais, duas horas. Voltaram duas vezes ao laboratório, depois de 2 e depois de 4 semanas na nova rotina. 
Quais os resultados?
Fim do mito da redução do sono total: os que tiraram sonecas de duas horas aumentaram o tempo dormidos: mais 65 minutos. Os que só sonecaram 45 minutos, aumentaram o número total de minutos dormidos por dia: mais vinte minutos. 
As sonecas aumentaram o tempo total dedicado às ondas lentas e ao sono REM (rapid eye movement) que, sobre isso o consenso permaneceu inalterado, ajuda a restaurar o corpo e o cérebro. E o cérebro funcionou melhor: em três de quatro testes cognitivos. 
Há limites às conclusões: todos os participantes tinham boa saúde. Os resultados valem para os que tinham problemas de insônia ou outros problemas de saúde? Não sabemos.
Também não sabemos nada a respeito das chamadas sonecas poderosas (power naps), curtos e profundos.
Também não sabemos durante quanto tempo teríamos esses efeitos benéficos, positivos, porque as avaliações foram feitas em prazos curtos de duas e quatro semanas.
No mínimo, essa pesquisa coloca em questão alguns “consensos” negativos em relação às sonecas e siestas.
GLAUCIO SOARES        IESP/UERJ    

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Uma anormalidade genética determinaria a volta do câncer da próstata

O teste de PSA permitiu um grande avanço na detecção precoce do câncer da próstata. A despeito de um grande debate que ocorre nesse momento sobre se e quando e em quem usar os testes de PSA, o PSA é um teste de fácil obtenção e baixo custo que salvou inúmeras vidas.
Mas, o que fazer quando o PSA é alto? Que tipo de tratamento usar? Há cânceres indolentes que não necessitam de tratamento e há cânceres que acabam resistindo a todos os tratamentos disponíveis e o paciente tem um alto risco de morrer dele.
Sabemos que dois tratamentos para cânceres avançados, o (anti)hormonal, que usa Lupron e outros inibidores da produção de hormônios masculinos, e a quimioterapia, que agrega vários meses de vida, eventualmente passam a não conseguir mais impedir o avanço do câncer. Por quê?
Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh descobriram umas anormalidades genéticas, particularmente a conhecida como CNV (copy number variation) está presente no caso de cânceres resistentes. 
Onde se encontram essas anormalidades? 
Nas células cancerosas, no tecido não canceroso circundante e no próprio sangue. A presença dessas células tem um papel predominante na determinação de se o câncer voltará, o que é frequentemente chamado de fracasso bioquímico (quando o PSA reaparece), e se o câncer será agressivo ou indolente.
É um conhecimento importante que ajudará a tratar quem precisa, mas não quem não precisa, por ter um câncer indolente que levaria muitas décadas até ameaçar a vida do paciente.
Fonte: The American Journal of Pathology.
GLÁUCIO SOARES             IESP/UERJ

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Segunda-feira, Abril 30, 2012

 

VITAMINA D CONTRA TIPOS LETAIS DO CÂNCER DA PRÓSTATA

Resumimos alguns trabalhos sobre a relação entre a vitamina D e o câncer da próstata. Há uma associação negativa (mais vitamina, até certo ponto, menos câncer), mas os resultados de diferentes pesquisas não totalmente consistentes. Até agora a conclusão – temporáriaé que ter os níveis adequados de vitamina D não reduz a incidência do câncer, mas reduz a incidência das suas formas mais agressivas. 
Essa pesquisa levou o conhecimento um pouco mais adiante: verificou qual o nível de 25-hydroxyvitamin D [25(OH)D] no plasma sanguíneo, as variações nos genes associados com essa vitamina, e o risco de morte por esse câncer.   
Acompanharam 1.260 homens que foram diagnosticados com câncer da próstata depois de terem tido o sangue examinado e mais 1.331 homens que serviram como grupo controle. 
Isso foi feito entre 1993 e 1995. Os homens diagnosticados com câncer da próstata foram acompanhados até o início de 2011, entre 16 e 18 anos depois. Desses, 114 faleceram – nove por cento.
Analisaram sete genes associados com a vitamina D. Os resultados: os pacientes com os níveis mais altos de 25(OH)D (a quarta parte mais alta, ou seja, o quartil mais alto) apresentava uma redução de 57% na mortalidade em relação ao quartil mais baixo. A razão de risco era de 0,43. Porém, não havia uma incidência maior de todas as formas de câncer da próstata. A conclusão é que a vitamina D é relevante para as formas letais de câncer da próstata.  
Nunca é demais lembrar que a melhor maneira de garantir um suprimento adequado de vitamina D é uma exposição moderada ao sol (entre 20 e 60 minutos diários) em um horário relativamente seguro – antes das 10 e depois das 16hs.
Fontes:
Shui IM, Mucci LA, Kraft P, Tamimi RM, Lindstrom S, Penney KL, Nimptsch K, Hollis BW, Dupre N, Platz EA, Stampfer MJ, Giovannucci E.” Vitamin D-Related Genetic Variation, Plasma Vitamin D, and Risk of Lethal Prostate Cancer: A Prospective Nested Case-Control Study.” em J Natl Cancer Inst. 2012 Apr 12.
GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ

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Sábado, Abril 28, 2012

 

UM MEDICAMENTO POSTO À PROVA

Alguns medicamentos são aprovados para determinados momentos do avanço de um câncer, mas não para outros. Essas permissões impedem o uso do medicamento certo no momento errado e do medicamento errado no momento certo. A lógica do sistema empurra para vender mais e mais, dentro de limites, às vezes demasiado amplos. Usar um medicamento num estágio no qual ele ainda não produz efeitos, ou onde já não produz efeitos é perda de recursos e tempo, e pode ser perigoso se estiver sendo usado em  lugar do medicamento adequado. Pior, o medicamento errado pode ter efeitos colaterais pesados.
Noticiei que o denosumab (vendido como Xgeva) retarda a metástase óssea e deve ser usado em pacientes com alto risco de desenvolver esse tipo de metástase no caso de outros tipos de cânceres – e somente neles. Porém, não foi aprovado para ser usado em casos de câncer da próstata. 
O objetivo do medicamento é postergar ao máximo os problemas derivados das metástases ósseas: fraturas patológicas, compressão na espinha dorsal e outras.
Os dados a respeito do uso de denosumab em pacientes com câncer da próstata mostram que o medicamento retarda a metástase óssea em homens que já não respondem à terapia (anti)hormonal. A metástase demoraria 29,5 meses nos que receberam o tratamento em comparação com 25,2 dos que não receberam nada. Um ganho de pouco mais de quatro meses. Dada a idade dos pacientes e o seu sofrimento, há um argumento favorável. 
Porém, o grupo que examina essas propostas, o FDA Oncologic Drugs Advisory Committee foi mais cauteloso: o medicamento não aumenta a sobrevivência e tem um possível efeito colateral pesadíssimo, que é a osteonecrose da mandíbula que afeta 5% dos que usam esse medicamento. A votação dos membros do comitê não deixou lugar a dúvidas: 12 a 1. Seria um risco inaceitável para um medicamento que não aumenta a sobrevivência. 
Pediram mais dados à companhia que o fabrica. Se quiserem vender, têm que demonstrar mais benefícios e menos risco.
GLÁUCIO SOARES           IESP-UERJ

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Quinta-feira, Abril 26, 2012

 

ORÉGANO CONTRA O CÂNCER DA PRÓSTATA

O orégano é um condimento usado em vários países e conhecido, no Brasil, por ser frequente nos pratos italianos, particularmente a pizza.
Porém, o orégano é mais do que um condimento: ele contém poderosos antioxidantes; um dos seus componentes pode atacar células cancerosas da próstata, além de suas propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias.  
Há uma pesquisa que pode abrir o caminho para pesquisas mais profundas, que talvez provoquem recomendações para uma dieta anticancerígena e para compor novos medicamentos. Essa pesquisa da Federation of American Societies for Experimental Biology analisou um componente do orégano chamado carvacrol. O pesquisador Supriya Bavadekar está convencido de que o carvacrol é um agente anticâncer. Nos primeiros testes, causou a  morte de quase todas as células do câncer da próstata. Variaram a concentração e os intervalos de tempo (24, 48 e 96 horas). Seu maior impacto foi no tempo de 96 horas de tratamento. 
Como?
Parece que o carvacrol provoca a apoptose de muitas células cancerosas. A apoptose é popularmente chamada de suicídio celular. 
Como sabem, falta muita pesquisa e muito tempo, mas é possível que em alguns anos tenhamos medicamentos com base no carvacrol.
GLÁUCIO SOARES              IESP-UERJ

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Quarta-feira, Abril 25, 2012

 

O QUE FUNCIONA CONTRA AS ENXAQUECAS?

Dores de cabeça são quase inevitáveis e quase todos sofrem com elas. As enxaquecas, que incluem dores de cabeça que parecem  intermináveis, são particularmente daninhas e podem reduzir muito a qualidade da vida do paciente.
Recomendações a respeito deste ou daquele remédio abundam, provenientes de conhecidos, familiares, clínicos gerais e raros especialistas. Obviamente, as companhias farmacêuticas tentam convencer-nos de que seus produtos são os melhores. Daí a necessidade de revisões independentes.
Felizmente, a American Academy of Neurology (AAN) acaba de testar vários medicamentos, concluindo que sete são eficientes e vários outros ajudam. Analisando as pesquisas que observavam rigorosos procedimentos científicos, concluíram que três medicamentos antiepiléticos, três beta-blockers e mais. Um suplemento verbal, chamado de Petasites ou butterbur, também é eficiente. Esse não requer receita nos EUA. 
Os medicamentos aprovados são os seguintes – usando os nomes, em Inglês, de marca americanos:
Divalproex sodium (Depakote)
Sodium valproate (Depacon)
Toprimate (Topamax)
Metoprolol (Lopressor, Toprol-XL)
Propranolol (Inderal)
Timolol (Blocadren, que já não é mais vendido com esse nome nos Estados Unidos)
 • Frovatriptan (Frova)
Nenhum anti-inflamatórios não esteroides (NSAIDs) mereceu as mais altas recomendações, mas alguns foram considerados “provavelmente” eficientes – são baseados em naproxena, ibuprofena, ketoprofena e fenoprofena.  
E a prevenção? A profilaxia? Ajudaria um terço dos pacientes, mas não os demais.
Estudos desse tipo são necessários porque com frequência os pacientes não buscam tratamento, quando buscam não são tratados, ou são tratados com medicamentos ineficientes.

GLÁUCIO SOARES            IESP/UERJ

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Terça-feira, Abril 24, 2012

 

PEQUENA MOLÉCULA REDUZ A METÁSTASE ÓSSEA

Raymond Bergan é um pesquisador de renome, associado com a Northwestern University em Illinois. Ele acaba de nos lembrar que “não é o câncer original que é letal, mas ...a metástase.” Aproveitando a maior experiência do câncer da mama, estão desenvolvendo um medicamento que impede – ou, pelo menos, dificulta muito a metástase. Com isso, permite aos médicos que tratem melhor a doença ainda  localizada. O medicamento não escapou aos nomes estranhos característicos desta fase: KBU2046. 
O que é o KBU2046? 
É uma pequena molécula que gruda nas proteínas que estão no tumor e que promovem a metástase. Gruda e neutraliza. Com isso, as células não podem se movimentar e atingir órgãos distantes como o pulmão ou o cérebro. Bergan diz que é como desligar o interruptor do mecanismo que manda a célula passear pelo corpo humano e se instalar em outro lugar.  
Ainda estão na Fase que lida com camundongos. Primeiro, injetaram células cancerosas humanas altamente agressivas, depois submeteram os camundongos a cinco semanas de tratamento com o medicamento. Depois, abriram o pulmão dos camundongos e verificaram que não havia metástase. O pulmão é um dos lugares favoritos da metástase desse tipo de câncer. 
O medicamento parece seguro, sem os pesados efeitos colaterais de outros medicamentos, como o Lupron, que inibe temporariamente a produção de testosterona (é o medicamento que tomo atualmente e os efeitos colaterais são desagradáveis). O KBU2046 quase não afeta as células normais – daí os efeitos colaterais serem mínimos. 
Bergan acha que o KBU2046 poderá ser usado em outros cânceres. A grande dúvida é se um medicamento que funciona com animais, funciona com humanos. Muitas vezes a resposta foi negativa; em outros casos, foi positiva. 
A próxima etapa será um teste na Fase I e II, com um pequeno número de pacientes para ver se funciona mesmo, quais as doses recomendáveis e os efeitos colaterais. São testes mais baratos. Somente depois virá um teste Fase III, com muitos pacientes, grupos controle e tudo o mais. São caríssimos.
Se um inibidor EFICIENTE de circulação for criado, o câncer da próstata será uma doença chata, localizada, mas não letal.
GLÁUCIO SOARES                       IESP/UERJ

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Sexta-feira, Abril 20, 2012

 

DEBATE ENTRE PESQUISADORES SOBRE O CÂNCER DA PRÓSTATA

http://www.cancer-clinical-trials.com/2012/04/dr-beer-speaks-about-experimental-drugs.html?spref=fb

 

Discussão entre pesquisadores de ponta. Em Inglês, algo técnica, mas muito, muito útil para quem quer se manter informado.

 

 

GLÁUCIO SOARES           -    IESP/UERJ

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Quinta-feira, Abril 19, 2012

 

Mais cinco meses de vida para os pacientes com câncer da próstata

Uma contradição: a empresa Medivation perdeu credibilidade numa droga para combater o Mal de Alzheimer. Além disso, a Pfizer abandonou o barco, terminando uma parceria. 
A Medivation foi para o brejo, certo?
Errado!
Fiz alguns posters nesse blog sobre a MDV3100, que foi renomeada Enzalutamida. Esse medicamento é eficiente contra o câncer avançado da próstata. Num teste Fase III, ficou claro que a Enzalutamida aumenta a esperança de vida em quase cinco meses, em um grupo quase sem esperanças: com câncer avançado. Aumentar a esperança de vida de idosos cancerosos em cinco meses não é trivial. Vejam que em países com boas estatísticas, a esperança de vida de homens e  mulheres com 80 anos variava de 5,8 anos na Hungria a 8,2 na Islândia. Como a esperança de vida é mais alta para  mulheres, podemos ver que aumenta-la entre pacientes homens com câncer avançado em cinco meses é um ganho razoável, nada desprezível.

Por isso,  o “mercado” reagiu e o preço das ações da companhia aumentou em 65% somente esse ano 
Leia mais: Enzalutamide (formerly MDV3100) – Top 10 Late-Stage Cancer Drugs – 2012 - FierceBiotech http://www.fiercebiotech.com/special-reports/10-promising-late-stage-cancer-drugs-2012/enzalutamide-formerly-mdv3100-10-promising#ixzz1sWKCdFGv
GLÁUCIO ARY DILLON SOARES   IESP/UERJ

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Segunda-feira, Abril 16, 2012

 

Usando o DNA para atacar o câncer da próstata

Talvez a maior esperança baseada em medicamentos para combater o câncer da próstata seja a Prostvac. É uma “vacina” no sentido de que estimula o sistema imune a identificar e atacar as células cancerosas. Está sendo desenvolvida em Kvistgaard na Dinamarca pela Bavarian-Nordic Immunotherapeutics e usa vírus carregados com fragmentos do DNA humano. 

Agora é a o momento de testes tipo Fase III, com muitos pacientes, grupos controle e tudo o mais. Está sendo feito com pacientes avançados, que não respondem mais à terapia (anti)hormonal, nos Estados Unidos, e deverá incluir o Reino Unido e mais dezoito países. Em princípio poderá ser usado em outros tipos de câncer. 

Os quatro genes humanos ajudam os vírus a identificar as células cancerosas, marcando-as, mas deixando as células saudáveis de fora. Esse blog já publicou notícias sobre as pesquisas em Fase II da ProstVac.

Outra “vacina” chamada Provenge já está no mercado e enfrenta dificuldades devido à péssima relação custo/benefício: custa 93 mil dólares e aumenta a esperança mediana de vida em apenas quatro meses. Até agora, os dados Fase II mostram uma ampliação de nove meses de vida.

Saiba mais: http://www.upi.com/Health_News/2012/04/14/Prostate-cancer-treatment-uses-human-DNA/UPI-41861334443743/#ixzz1sCE1CiOb

 

GLÁUCIO SOARES                  IESP/UERJ

 


 

Usando o DNA para atacar o câncer da próstata

Talvez a maior esperança baseada em medicamentos para combater o câncer da próstata seja a Prostvac. É uma “vacina” no sentido de que estimula o sistema imune a identificar e atacar as células cancerosas. Está sendo desenvolvida em Kvistgaard na Dinamarca pela Bavarian-Nordic Immunotherapeutics e usa vírus carregados com fragmentos do DNA humano. 

Agora é a o momento de testes tipo Fase III, com muitos pacientes, grupos controle e tudo o mais. Está sendo feito com pacientes avançados, que não respondem mais à terapia (anti)hormonal, nos Estados Unidos, e deverá incluir o Reino Unido e mais dezoito países. Em princípio poderá ser usado em outros tipos de câncer. 

Os quatro genes humanos ajudam os vírus a identificar as células cancerosas, marcando-as, mas deixando as células saudáveis de fora. Esse blog já publicou notícias sobre as pesquisas em Fase II da ProstVac.

Outra “vacina” chamada Provenge já está no mercado e enfrenta dificuldades devido à péssima relação custo/benefício: custa 93 mil dólares e aumenta a esperança mediana de vida em apenas quatro meses.

Saiba mais: http://www.upi.com/Health_News/2012/04/14/Prostate-cancer-treatment-uses-human-DNA/UPI-41861334443743/#ixzz1sCE1CiOb

 

GLÁUCIO SOARES                  IESP/UERJ

 

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Quarta-feira, Abril 11, 2012

 

A crise depressiva dos 30, 40, 50....

Uma pesquisa feita em 2008 com – pasmem! – dois milhões de pessoas em vários lugares deste planeta mostrou que a depressão dos “adultos” (nem jovens, nem velhos) é muito comum. Nos Estados Unidos, entre as mulheres o pior momento parece ser lá pelos quarenta; já entre os homens vem mais tarde: lá pelos cinquenta.

Por quê?

O que pode ser o pavio de uma depressão, o que pode provocar que ela se apresente, que exploda (estava em estado dormente, e, repentinamente, aparece)?

Estas são idades em que muito trabalho e muitas responsabilidades se acumulam: os filhos ficam mais problemáticos, pais e mães envelhecem e adoecem mais, o casamento por dar sinais de cansaço e o trabalho também. Tudo isso ao mesmo, tempo, às vezes, rompe a represa e libera a depressão.

O que recomenda a WebMD? Cuide de ti, também, não te esqueças de ti mesma ou mesmo. Enfrente esse acúmulo de maneira inteligente: exercite, garanta que terá tempo e condições para descansar e um sono reparador. Importantíssimo: não se isole, não fique sozinh@. Se a barra pesar mais do que podes aguentar, busque ajuda competente e não psicólogo de esquina.

Pensamos na vitamina B12 como uma ajuda maravilhosa para a memória, sobretudo a baseada na metilcobalamina. Porém, o complexo B12 tem outras virtudes! A falta de energia, a perda de memória e a depressão podem ser provocadas pela falta de B12, particularmente entre os idosos.  

O que “tem” B12? Peixe, carne, frango, queijo, ovos. Mas, entre os que passaram dos 50, uma suplementação ajuda mais porque seu corpo absorve a B12 melhor.

E quando o sexo vai para o brejo? Tudo piora. Os idosos produzem menos testosterona, um hormônio essencial para a vida sexual dos homens. Baixos níveis desse hormônio podem levar à falta de interesse no sexo, impotência e tudo isso está intimamente associado com a depressão.

O que fazer? Amor, sexo e romance devem ser reinventados de maneira compatível com a nova idade. Talvez as relações precisem de mais enredo, mais curtição, mais provocação. Há especialistas de verdade que pode ajudar (esqueça os conselhos ouvidos na sauna). A impotência frequentemente requer tratamento – e o tratamento funciona!

Há umas amigas íntimas da depressão que não são tão conhecidas. Uma delas são as disfunções da tiroide. Essas glândulas devem funcionar no normal, nem demais, nem de menos. Se são hiperativas, podem provocar fadiga, tremores e até palpitações no coração. Se são hipoativas, também pode aparecer a fadiga, o cansaço. Como há um componente genético nas disfunções da tiroide, fique de olho se algum parente apresenta esse problema. Para isso, não tem remédio caseiro. Consulte um especialista.

Um amigo diz que viver com dores crônicas deprime qualquer um. Há algum exagero, mas dor é dor. E a idade com frequência traz dores aqui e ali. Nas costas, artrite reumatoide, osteoartrite, dores no joelho, nas articulações e mais. Afirma o artigo na WebMD que quem sofre de dores crônicas triplica as chances de sofrer de depressão ou de uma desordem de ansiedade. É uma relação viciosa: a depressão dificulta os exercícios e os tratamentos que podem reduzir a dor.

No tratamento há surpresas: como sempre, exercícios. Porém, meditar e ouvir música ajudam. Para quem gosta, uma hora de música clássica por dia reduz a dor de tipo artrítico... e a depressão também. Se nada disso funcionar, o jeito é consultar um bom médico.

A saída de todos os filhos e filhas de casa pode parecer um alívio para alguns; não obstante, para a maioria, o alívio é temporário e logo vem o vazio, a síndrome “do ninho vazio”. Esse buraco na vida de pais e mães dedicados pode ser o estopim que explode a depressão.

É um momento de solidão. O melhor combate é fortalecer os lacos afetivos e interpessoais, dentro e fora da família. Pais e mães devem se redescobrir como marido e mulher. Primos, tios, sobrinhos, amigos e muitos mais podem mitigar a solidão do ninho vazio. É importante ocupar o tempo e os espaços. O pior é ficar em casa afundando na depressão, sozinho.

A depressão de adultos tem muitos outros estopins. Por enquanto tratamos dos mencionados acima.

 

GLÁUCIO SOARES                    IESP-UERJ 

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Segunda-feira, Abril 09, 2012

 

Um teste mais exato para os pacientes que removeram cirurgicamente a próstata

Há 25 anos, quando o PSA foi usado pela primeira vez, a acuidade do diagnóstico do câncer da próstata deu um grande salto para melhor. Juntamente com o toque retal, reduziu muito os erros, tanto os falsos positivos (o teste conclui que há câncer quando não há) quanto os falsos negativos (o teste conclui que não há câncer, quando há). Com o correr do tempo, foram descobertas novas aplicações e novas falhas. Em anos recentes, o preço pago por pacientes erroneamente diagnosticados passou a ser conhecido – tanto os falsos positivos e falsos negativos, quanto os de câncer indolente no qual não seria preciso, nem se deveria, mexer. Entraram no tabuleiro as peças da qualidade de vida, que é muito afetada por um diagnóstico positivo, e dos efeitos  colaterais dos tratamentos. 
Tornava-se, portanto, mais importante do que anteriormente, o diagnóstico preciso.  
A Metamark Genetics, Inc., uma empresa dedicada à oncologia molecular e à exatidão dos diagnósticos, parece estar dando importante passo nessa direção. Pesquisaram 500 pacientes, usando um teste de 4 proteínas. Ding e associados mostraram erros muito menores do que os atuais sobre quais os pacientes que experimentam fracasso bioquímico (a volta do PSA) e quais os que morrem após a cirurgia. 
Diagnósticos e prognósticos precisos são fundamentais para os pacientes. Não é apenas a vida dos pacientes que depende deles, mas a qualidade da vida também. 
Esse teste se baseia na análise do tecido das próstatas removidas pela cirurgia. Não é tão prático quando o PSA, que é um simples exame de sangue, baseando-se no exame exaustivo das próstatas removidas dos pacientes. Por isso, só se aplica com essa precisão aos pacientes que passaram pela prostatectomia radical.
O artigo original foi publicado em Nature.

GLÁUCIO ARY DILLON SOARES      IESP/UERJ

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Sábado, Abril 07, 2012

 

MEDICAMENTO CONTRA FUNGOS AJUDA CONTRA O CÂNCER DA PRÓSTATA

Quando o tratamento hormonal deixa de ser eficiente e o câncer volta a se expandir, os cânceres dos pacientes são definidos como castration-resistant prostate cancers (CRPC). O arsenal à disposição de oncólogos e urólogos fica muito reduzido e o efeito dos medicamentos disponíveis passa a ser de semanas e meses, raramente de anos. Porém, considerando a idade avançada da grande  maioria dos pacientes nessa etapa, um ganho de oito meses pode representar um terço da esperança de vida, que é limitada - mesmo entre os que não sofrem da doença. Um tratamento antigo contra fungos poderá ser somado aos já existentes e aumentar em um tempo ainda indefinido, possivelmente alguns meses, a esperança de vida dos pacientes avançados.
O tratamento anti-fungos se chama itraconazole, e tomado na dose máxima que é recomendada, tiveram um  período de 36 semanas (9 meses) sem que o câncer avançasse. Na literatura, isso é chamado de progression-free survival (PFS). Esse dado é a mediana, ou seja, metade dos pacientes tiveram a indesejável progressão do câncer antes de 36 semanas e metade a teve depois. Três em quatro pacientes tiveram uma resposta positiva apenas parcial ou não sofreram avanços do câncer. Um dos pesquisadores principais, Emmanuel S. Antonarakis, ressaltou a necessidade de realizar testes com mais pacientes e um grupo controle (Fase III). A dosagem conta: depois de 24 semanas de tratamento, 48% dos pacientes que tomavam 600 mg não apresentavam avanço do câncer, ao passo que entre os que tomavam dose mínima (200 mg) a percentagem era apenas doze.
Houve outros indicadores de que o medicamento funciona: 29% do grupo que tomava 600 mg experimentaram uma queda do PSA ≥30%, e 14% uma queda de mais de 50%.Avaliação dos tumores mostrou que 11% tiveram alguma melhoria e 72%, pelo menos, não sofreram avanços. 
Os dados também mostram que o caminho foi diferente da terapia (anti)hormonal, uma vez que a testosterona não mudou em doze semanas. O que baixou, e muito, foi a aldosterona.
Vejamos essa notícia pelo que ela é: um medicamento a mais, já bem conhecido, que precisa ser mais testado em pacientes de câncer da próstata, que poderá impedir o avanço do câncer durante um tempo que, até agora, varia muito com o indivíduo. Não é cura...
GLÁUCIO ARY DILLON SOARES                  IESP-UERJ 
Fonte do relatório original: MedPage Today

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Quarta-feira, Abril 04, 2012

 

A crise econômica e a explosão dos suicídios na Grécia e na Irlanda

A Grécia tinha uma das mais baixas taxas de suicídio da Europa (há alguns anos, era de 2,8 por cem mil. A taxa continua entre as  mais baixas mas teve um incremento considerável nos últimos anos. Por quê? Chama a atenção a coincidência entre o crescimento da taxa e o crescimento da crise econômico-financeira grega. Somente entre janeiro e maio de 2011, segundo Helena Smith, escrevendo no The Guardian, o aumento da taxa teria sido de 40% em comparação com o mesmo período em 2010.
A principal religião da Grécia é a ortodoxa, cuja atitude em relação ao suicídio é radical: não admite um ritual religioso no caso de suicidas. A crise também se reflete no número de chamadas a instituições de auxilio a possíveis suicidas: uma delas, chamada Klimaka, diz que aumentaram dez vezes. São chamadas tanto de homens quanto de mulheres e, em tempos de crise, desemprego, medo de desemprego e temas relacionados passaram a ser os mais frequentes. A taxa de desemprego de 2011, 18%, é três vezes a do Brasil. O suicídio, com frequência, dá aviso e os consultórios de psicólogos, psicanalistas e psiquiatras estão lotados. 
O suicídio é um dos lados da moeda; o outro é o crime, que também aumentou muito. Outro indicador é a pauperização, o crescimento no número de mendigos e de sem-teto. 
Uma pesquisa sistemática, levada a cabo por David Stuckler (Cambridge University), Martin McKee (London School of Hygiene and Tropical Medicine) e Sanjay Basu (University of California San Francisco), foi publicada em Lancet, e trata das consequências da crise financeira na área da saúde: aumentam os suicídios, aumentam as tentativas de suicídio, aumentam vários tipos de doença mental, sobretudo as depressões. Dois dos países mais duramente atingidos pela crise, a Grécia e a Irlanda, foram os que tiveram as maiores elevações nas taxas de suicídio. Os dados desses pesquisadores, são mais moderados do que os publicados no The Guardian, mas se referem ao período de 2007 a 2009. 
Há mais: os membros mais recentes, como a Hungria e a Lituânia, que são países que, historicamente, têm altas taxas de suicídio, foram menos afetados – houve um aumento inferior a 1% nas taxas – mas os membros mais antigos foram mais atingidos, castigados por um aumento de quase 7%.
Não há duvida de que a crise afetou o bem estar social e psicológico das populações afetadas. O suicídio é a sua dimensão mais radical, mas há muitas outras. A crise não se mede, apenas, em Euros. 
GLÁUCIO ARY DILLON SOARES           IESP-UERJ

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Terça-feira, Abril 03, 2012

 

Medicamento contra diabete talvez ajude a desacelerar o câncer da próstata

É possível que um medicamento dado a diabéticos também ajude pacientes do câncer da próstata. Matéria recém-publicada em Medscape sugere essa possibilidade.

Com base em quê?

Em uma pesquisa pequena, Fase II, com metformin, com 24 pacientes aguardando prostatectomia. Os que receberam metformin  tinham uma taxa de crescimento do câncer que era mais baixa. Esses resultados preliminares foram apresentados à American Association for Cancer Research.

É um medicamento conhecido, que está nas farmácias europeias há mais de trinta anos e é receitado nos Estados Unidos há mais de quinze anos... para diabete.

O medicamento reduz a insulina que, em alguns casos, estimula o crescimento de tumores. E pode ter efeitos num pathway (mTOR) que contribui para o mesmo fim.

Os pacientes receberam 500 mg de metformin  3 vezes por dia, durante 41 dias – na mediana – variando entre 18 e 81 dias. Depois, fizeram a cirurgia. Os resultados, preliminares, mostram uma redução de 32% num marcador da proliferação de células. O medicamento teve outros efeitos sobre condições associadas com o câncer, como uma redução no PSA, a razão entre a cintura e os quadris, os níveis de glucose, e o ILGF-1 (insulin-like growth factor-1) que aparece mais alto em vários pacientes.

O benefício? Desacelerou o câncer, mas não impediu o seu crescimento. O medicamento fez com que crescesse mais devagar.

Falta muito até que seja usada para desacelerar o câncer, se chegar lá. Precisam obter fundos, nada pequenos, para uma pesquisa Fase III e a duração dos benefícios só poderá ser observada ao longo do tempo – muito tempo – mas é possível que o metformin  venha a ser somado ao arsenal de medicamentos contra este câncer.

 

GLÁUCIO ARY DILLON SOARES

IESP/UERJ

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Domingo, Abril 01, 2012

 

GALETERONE: NOVA ESPERANÇA CONTRA O CÂNCER DA PRÓSTATA

Agora que pesquisadores “descobriram” o câncer da próstata e que a indústria farmacêutica “descobriu” que, cada ano, o número de novos pacientes ultrapassa duzentos e trinta mil somente nos Estados Unidos, há mais interesse e mais investimentos na área. Nada comparável ao investimento massivo feito para controlar o HIV/AIDS mas, mesmo assim, algo a celebrar.

O tratamento de outros cânceres parecia ter um princípio, uma diretriz: após o diagnóstico, se houver uma decisão de tratar o paciente, partia-se com tudo para cima do câncer. Sabemos que cada câncer inclui subtipos, causados por células diferentes e que muitos medicamentos funcionam bem em umas células, mas não em outras. A simultaneidade de tratamentos, muitos dos quais com pesados efeitos colaterais, obedeciam à lógica de que um medicamento de um tipo atacava células deste e daquele tipo, mas não eliminava as demais, que exigiam outro  medicamento e assim por diante.

A última vez que verifiquei, havia 25 tipos de células de câncer da próstata;  embora várias  delas sejam raridades, são muito tipos, constituindo um alvo difícil de eliminar com  um medicamento só.

Uma tendência mais recente é a de incluir vários alvos num medicamento só. Um dos mais recentes dessa tendência se chama galeterone. Ele lança um ataque em três frentes contra o câncer da próstata. Como se tornou habitual, ele se concentra nos pacientes que já não respondem ao tratamento (anti)hormonal. Os primeiros testes, com poucos pacientes, deram resultados promissores. Não é cura, mas poderá ajudar muitos pacientes.

Quais foram esses resultados obtidos por esses pesquisadores baseados em Harvard?

  1. 1.  Primeiro, em mais da metade dos pacientes, houve uma redução no PSA de 30% ou mais. Esse resultado é modesto, mas me diz algumas coisas:

3.  Em alguns pacientes houve redução dos tumores, que representa uma demonstração mais segura de que o medicamento surte efeito, ainda que não cure.

 

· Galeterone funciona simultaneamente em três direções: bloqueia receptores de proteínas que respondem à testosterona;

  1. ·       Reduz o número de receptores nos tumores e
  2. ·       Foca em um enzima que está ligado com os caminhos dos hormônios ligados ao câncer.

Os resultados dessa pesquisa preliminar foram apresentados à American Association for Cancer Research. Outra pesquisa, Fase II, terá mais pacientes e avaliará a eficiência do medicamento, devendo ser começada ainda este ano.

É praxe conduzir um terceiro (e mais caro e demorado) tipo de pesquisa, chamado de FASE III, com um número maior de pacientes e um grupo controle.

Ainda falta bastante até que o medicamento seja aprovado e possa ser vendido, mas, se funcionar, é provável que muitos dos leitores venham a ser beneficiados por ele.

GLÁUCIO SOARES                 IESP/UERJ

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