Sexta-feira, Fevereiro 24, 2012
Uma promissora combinação de terapias

Marcadores: ipilimumab e câncer da próstata, metástase, três anos a mais de vida para cancerosos da próstata, vacina contra o câncer da próstata
Quinta-feira, Fevereiro 09, 2012
Qual sua experiência com o tratamento (anti) hormonal?
Vou mudar de tratamento e a sua experiência pode ser útil. Com um PSA avançando rapidamente, dobrando cada seis meses, e já tendo alcançado 22ng/ml, meu médico, no Sloan Kettering, sugeriu que a maioria dos urólogos já iniciaria o tratamento anti-hormonal (erroneamente chamado de hormonal). Até seis meses atrás o câncer não aparecia nos lugares comuns, seja no scan dos ossos, seja na tomografia computerizada. Decidí iniciar essa terapia, como todos os possíveis efeitos coletarais porque a expansão do câncer é acelerada e eu já retirei a próstata há muito tempo. A terapia consiste em tomar Casodex (pílulas) durante duas semanas; uma injeção de Lupron; mais uma série de duas semanas de Casodex. Tenho muita preocupação com os efeitos colaterais.
Você pode me ajudar, caso já tenha passado por essa fase ou esteja passando por ela, me dando dicas e informações. Dê todas as dicas que quiser e puder, e preencha a curta tabela abaixo, enviando tudo de volta para mim em
soares.glaucio@gmail.com
Pode colar no e-mail
Há quanto tempo iniciou o Lupron (aproximadamente) .....anos e .....meses
Continua tomando? Se não, há quanto tempo parou? Não parou..... Parou há .....anos e .....meses
O sue tratamento era fixo ou variava com o PSA e/ou outros indicadores e sintomas?
Fixo: de ........meses em .............meses; ou variava quando o PSA atingia....... (mudou o valor do PSA para tomar nova injeção ou foi sempre o mesmo?) Mudou, de...........para....... Foi sempre o mesmo (qual o valor do PSA? .................)
De quanto em quanto tempo tomava as injeções?..................................
Para cada efeito colateral, diga como se sentiu no pior momento
Efeito | Não senti nada | Algum(a) | Bastante | Muito(a) |
Fadiga |
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Dor de cabeça |
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Náuseas |
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Dores (onde) |
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Aumento do açucar no sangue |
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Desânimo |
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Depressão |
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Fraqueza |
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Dor nos ossos |
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Fibrilação cardíaca |
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Outros problemas cardíaco |
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Problemas respiratórios |
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Enfraquecimento |
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Insônia |
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Outros (acrescente) |
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Quanto tempo até que o tratamento não surtisse mais efeito? ..............
E seu PSA no início do tratamento?......................ng/ml
E o mais baixo a que chegou?.........................ng/ml
E, se parou, quanto era o PSA quando parou?.....................ng/ml
Há quanto tempo parou?...........................
Por onde anda o seu PSA na medida mais recente (data: ..........ng/ml)
Sente algum dos sintomas acima ou outros? Quais e com que gravidade (use a mesma escala – nada, algum, bastante, muito?)
Você fez essa terapia de modo contínuo ou intermitente?.....................
Você faria esse tratamento de tivesse que começar de novo? Faça um círculo
1. Faria muito antes
2. Faria um pouco antes
3. Faria no mesmo tempo
4. Faria um pouco depois
5. Faria muito depois
Quanto tempo você acha que você tem de vida?..........................
A sua religiosidade mudou?
· Não tinha e não tenho
· Diminuiu muito
Diminuiu um pouco
· Ficou igual
· Aumentou um pouco
· Aumentou muito
Que conselhos e sugestões você daria a quem estivesse pensando em começar a terapia (anti)hormonal (com Lupron etc)? Escreva livremente. Aqui ajudamos uns aos outros e sua impressão pura e simples, informada e educada ou não, é importante. Obrigado.
Gláucio Soares
Marcadores: Casodex, Lupron, O seu câncer, PSA, PSA alto, terapia hormonal, tratamento hormonal e ataques cardíacos
Quarta-feira, Fevereiro 08, 2012
EXPLOSÃO DOS HOMICÍDIOS NA VENEZUELA
O Observatório Venezuelano da Violência informa que o número de homicídios no país atingiu novo recorde. Na média, 53 pessoas são mortas por dia. No total, quase vinte mil mortos no ano, computando, claro, apenas os que chegaram ao conhecimento das autoridades. A taxa venezuelana, de 67 por 100 mil habitantes, é a mais alta da América Latina. É mais do dobro da taxa colombiana, país marcado pelas guerras da narcoguerrilha, e mais de quatro vezes a mexicana, país também marcada pela violência do narcotráfico. O que deixa os pesquisadores desorientados é que a Venezuela não é um país que produza a pasta, que a refina, nem é um dos grandes exportadores.
O governo da Venezuela não reconhece toda a extensão da violência: em Fevereiro do ano passado, o Ministro do Interior, Tarek El Aissami informou o congresso que a taxa era de 48 por cem mil. Já seria alta, mas é bem mais do que ele informou.
Por mais simpático que um observador possa ser em relação às reformas sociais de Chávez, a associação estatística com o seu governo é sugestiva. Em 1999, quando Chávez chegou ao poder, houve 4.550 homicídios no país. Hoje são mais de quatro vezes esse total.
As explicações passam por quatro tipos de dados com diferentes graus de confiabilidade: em primeiro lugar, é alto o número de armas de fogo; em segundo, a impunidade é alta porque uma percentagem ínfima dos crimes chega à condenação; em terceiro lugar, a polícia não evoluiu tecnicamente e os militares, que não foram treinados para combater o crime, são atores relevantes no débil e incompetente combate ao crime; finalmente, o personalismo chavista significa ausência de padrões eficientes de governo. É um claro contraste com o que aconteceu na Colômbia e com o que vem acontecendo no Estado de São Paulo (e em muitos municípios paulistas) e, em grau menor e mais recentemente, no Estado do Rio de Janeiro.
GLÁUCIO SOARES IESP/UERJ
Segunda-feira, Fevereiro 06, 2012
VITAMINA D E SEUS BENEFÍCIOS - O FOI PROVADO E O QUE É CHUTE?
Fala-se muito da vitamina D, particularmente da D3. Pode ser encontrada na comida (como o salmão); pode ser feita pelo próprio corpo com o auxílio de uma permanência no sol de 15 a 30 minutos, várias vezes por semana (nas horas mais saudáveis, mantendo um olho nos cânceres da próstata) e em suplementos, em pílulas. A WebMD preparou uma exposição simples, fácil de entender, sobre o que se sabe sobre a vitamina D. O problema é que está em Ingl^s. Talvez o seu dê para o gasto, talvez precise de alguém para dar uma ajuda.
veja em
http://www.webmd.com/food-recipes/ss/slideshow-vitamin-d-overview?ecd=wnl_hbn_020612
GLÁUCIO SOARES IESP/UERJ
Marcadores: melanoma, metástase óssea, vitamina D contra o suicídio, vitamina D e câncer, VITAMINA D E DEPRESSÃO, vitamina D e osteoporose, vitamina D e sol moderado
Domingo, Fevereiro 05, 2012
Ä "VACINA" CONTRA O CÂNCER FUNCIONA SE APLICADA MAIS CEDO?
A “vacina” de 93 mil dólares, Provenge, está sendo testada em uma população com um câncer menos avançaado. A FDA, órgão com funções semelhantes à ANVISA, não aprova remédios para toda e qualquer população: como o estágio do câncer influi sobre os benefícios do tratamento, a aprovação especifica qual ou quais os estágios que justificam o tratamento. O objetivo maior é que Provenge é um medicamento seguro também nessas populações e que o sistema imune responde bem a ele e ataca as células cancerosas.
Examinaram 42 pacientes que posteriormente fizeram a cirurgia radical. Um deles teve uma reação alérgica séria à vacina. A pesquisa confirmou que o sistema imune reage bem ao Provenge nesse momento bem menos avançado do câncer. O objetivo último é atacar as células cancerosas antes que elas metastizem. O dr. Fong argumentou que nos casos menos avançados o sistema imune foi menos castigado e funciona melhor. Para quem não se lembra, essa terapia retira as células brancas e as treina para que identifiquem corretamente e destruam as células cancerosas. É um princípio promissor, mas ainda com resultados medíocres (na mediana, aumenta a sobrevivência dos casos avançados em quatro meses). Claro que pode ser aperfeiçoado – e muito. Aplicar essa terapia entre seis e oito semanas antes da cirurgia permite examinar as próstatas retiradas através da cirurgia e ver qual o efeito sobre as células cancerosas.
Quais os resultados?
· Um aumento de três vezes ou mais na média das células CD3+ e CD3+/CD4+, em comparação com as encontradas nas biópsias feitas anteriormente ao tratamento com Provenge;
· Um aumento (dobrando ou triplicando) a concentração de células CD3+/CD8+ na superfície do tumor;
· Um aumento das células T, que têm função regulatória, na interface do tumor.
Um dos próximos passos seria verificar se o tratamento aumentou a sobrevivência, mas para confirmar esse bom resultado seria necessário acompanhar os pacientes por dez, quinze, vinte anos ou mais.
Fonte: MedPage Today
GLÁUCIO SOARES IESP/UERJ
Marcadores: 280 medicamentos contra o câncer de próstata, câncer avançado da próstata, metástase, metástase óssea, o sistema imune contra o câncer, vacina contra o câncer
Quinta-feira, Fevereiro 02, 2012
Câncer em famílias e a necessidade de terapias genéticas
As terapias genéticas estão chegando... Pesquisadores da Johns Hopkins University e da University of Michigan pesquisaram 94 famílias com vários casos de câncer da próstata em cada uma delas e descobriram que tinham um gene em comum. Estimaram que a presença desse gene aumenta o risco de ter esse câncer de dez a vinte vezes. Encontraram a mesma mutação no gene HOXB13 em quatro das famílias e nos dezoito homens dessas famílias que tinham esse câncer. Essa mutação está presente em vários dos casos de homens que desenvolveram o câncer ainda jovens, antes dos cinqüenta anos.
Fonte: Health Day
GLÁUCIO SOARES IESP/UERJ
Marcadores: A detecção precoce dos cânceres, abiraterona, ABIRATERONA exagêro e realidade, câncer agressivo, Câncer avançado de próstata, Câncer na próstata, metástase óssea, PSA alto, terapia genética
Quarta-feira, Fevereiro 01, 2012
A falta de vitamina D estimula a depressão...e/ou vice-versa?
Marcadores: a depressão é aprendida?, ABORTO E DEPRESSÃO, OS SUICÍDIOS NA LATVIA, SOLIDÃO E SUICÍDIOS, SUICÍDIO E EXERCÍCIOS, SUICÍDIO E NUTRIÇÃO, vitamina D e câncer, VITAMINA D E DEPRESSÃO
Terça-feira, Janeiro 31, 2012
O teste PCA3 - a pedidos
Para saber mais sobre o PCA3 teste, leia (em Inglês)
http://www.prostate-cancer.org/pcricms/node/122
Muitos hospitais e laboratórios oferecem o teste.
Um laboratório perto de onde eu trabalhava (longe de ser o único ou de ser considerado o melhor, mas perto dos parques de recreação, tipo Disney):
4600 S.W. 46th Court, Suite 160
Ocala, Florida 34474
Toll Free: (352) 861-2296
Toll Free: (866) 301-0960
Fax: (352) 671-2737
Eu me trato no Memorial Sloan Kettering Cancer Center em Nova Iorque
um abraço e boa sorte
Gláucio Soares
Marcadores: 280 medicamentos contra o câncer de próstata, metástase, metástase óssea, O teste PCA3, PSA, PSA alto
Segunda-feira, Janeiro 30, 2012
Que países pesquisam mais e melhor os derrames e AVCs?
Marcadores: AVCs e TIA, AVC’s e exercícios, AVC’s e nutrição, colesterol, derrrames, pesquisa sobre AVCs, pesquisas sobre derrames, pressão alta, Prevenção de derrames
Conversa no laboratório

Marcadores: 280 medicamentos contra o câncer de próstata, A cultura cívica reduz a impunidade, a cura do câncer da próstata?, a luta contra o câncer, câncer agressivo, câncer avançado
Terça-feira, Janeiro 24, 2012
Exercícios reduzem a depressão causada por doenças crônicas
Os cânceres têm um efeito deletério sobre a saúde mental dos pacientes e de seus amigos. Uma doença que pode ser fatal gera estresse, medos, tensões e instabilidade. Há, também, o desânimo que freqüentemente acompanha doenças que demoram a serem curadas, além do que algumas das doenças degenerativas são incuráveis. Tudo isso estimula depressões. Como se não bastasse, o tratamento de muitas doenças provoca depressões, seja diretamente, seja indiretamente, através de efeitos colaterais como insônia e as náuseas. Há medicamentos e há terapias.
Há algo mais que possamos fazer?
Há. Podemos fazer exercícios. Mas não é tão fácil como parece. Exercícios liberam substâncias que produzem uma sensação de bem-estar e de energia, mas nós precisamos de energia psíquica para iniciar os exercícios.
Nesse blog, o que podemos fazer é atuar na parte cognitiva proporcionando o conhecimento, mas mais leitores lerão e entenderão os benefícios dos exercícios do que farão...
Herring, Puetz, O’Connor e Dishman analisaram as pesquisas feitas na área, integrando seus dados. Excluíram as pesquisas com erros e lacunas graves. Comecaram com os artigos publicados antes de 1º de junho de 2011, que constam de uma série de databases. Sobraram 90 artigos referentes a mais de dez mil e quinhentos pacientes com doenças crônicas que eram sedentários. As pesquisas, para serem incluídas, tinham que satisfazer duas exigências:
1) Os pacientes eram distribuídos aleatoriamente em dois grupos, um com um programa de exercícios e outro que permanecia intocado.
2) O nível de depressão de todos era estimado pelo menos duas vezes, uma antes do programa e outra durante ou depois do programa.
Quais os resultados?
Os exercícios reduziram os sintomas de depressão de maneira significativa, mas o quantum da redução variava muito, de pesquisa para pesquisa. O efeito, estatisticamente chamado de delta ( ), foi de 0,30.
O que aumentava e o que diminuía o efeito?
• Quando, já na origem, a depressão era severa, havia mais espaço para melhorar. Os pacientes com sintomas mais profundos foram os que mais se beneficiaram;
• Os pacientes que exercitaram seriamente, atingindo os objetivos traçados para eles;
• Os pacientes que recuperaram funções (exemplos: andar sem ajuda, ir ao banheiro sozinhos; tomar banho sozinhos etc.) graças aos exercícios, se beneficiaram mais e os sintomas da depressão diminuíram mais do que entre os outros. Esses pacientes possivelmente tiveram a sensação de recuperar terreno perdido, de vitória parcial sobre suas doenças e limitações.
É importante lembrar que exercícios podem prejudicar os pacientes. Exercitar mais do que deve pode causar danos irreparáveis. Portanto, seu programa deve ser preparado e planejado por alguém competente (e há muitos incompetentes chutando nessa área). Uma vez que um programa adequado tenha sido preparado, em condições existenciais sub-ótimas, cabe ao paciente levar o programa em sério, para seu próprio benefício.
GLÁUCIO SOARES IESP/UERJ
Fonte: Arch Intern Med. 2012;172(2):101-111.
Domingo, Janeiro 22, 2012
Pesquisas clínicas sobre o câncer. Como receber as informações em casa.
Há um blog com essas informações. Você pode se cadastrar (muito mais simples do que no Brasil) e receber as notícias como RSS ou no Facebook. Infelizmente, está tudo em Inglês, mas após o cadastramento você recebe as noticias no conforto do seu computador, em casa ou no trabalho.
Abaixo a URL e as instruções:
http://www.cancer-clinical-trials.com/2012/01/cancer-clinical-trials-how-to-follow.html?spref=fb
Não vacile. Há clinical trials que salvaram muitas vidas e continuarão a fazê-lo. Uma delas pode ser a sua, de um amigo, de um familiar.
Cancer Clinical Trials: how to follow our blog
If you are a seasoned blog reader, you may wish to skip this post. If you are new to the world of blogging, you may be just discovering how to follow the blog. Here are your options:
1. Email. The simplest way. Just register your email in the subscribe by email box. You will get an email with each new post. We will never use your email for any other purpose.
2. Join the blog and become a follower. New posts will appear in your Google Reader and Blogger Reading List. You will not get an email. This is a great option if you are a regular user of the Reader or Reading List, but you will get left out if you rely on email for reminders.
3. Subscribe by RSS. Many email programs have an RSS option. New blog posts will appear in your RSS inbox. This is similar to subscribing by email, but instead of mixing the blog posts with your regular email, it segregates them into a separate RSS inbox. You can subscribe by RSS by clicking the subscribe in a reader icon or you can do it from your email program. In your email program, look for the add RSS feeds tool and paste in the following URL: http://feeds.feedburner.com/cancer-clinical-trials.
4. Follow us on Facebook. Go to our Facebook page at Cancer Clinical Trials on Facebook. Once you are on our page, click the "Like" button. Our posts will appear in your Facebook newsfeed.
We plan to post new articles once or twice a week, so whatever option you choose, we hope to inform you but not overwhelm you.

Sábado, Janeiro 21, 2012
A OBESIDADE MATA!
Os resultados foram publicados no International Journal of Cancer.
GLAUCIO SOARES IESP-UERJ

Quinta-feira, Janeiro 19, 2012
Avanços na prevenção e tratamento do câncer nos Estados Unidos
Os ganhos têm sido o resultado de pequenos ganhos, um avanço aqui, outro um pouco maior ali. Somando tudo, chegaram a um milhão de anos salvos, segundo o Dr. Ahmedin Jemal.
Qual foi o progresso? Segundo a American Cancer Society, entre 2004 e 2008, a taxa de mortes por câncer baixaram 1,8 por cento ao ano entre os homens e 1,6 entre as mulheres. É um progresso em que o de um ano se soma aos anteriores. Tomando um período maior, de 1990 a 2008, os ganhos na redução da mortalidade por câncer foram 23% e 15% entre homens e mulheres, respectivamente.
O que causou esse declínio? A prevenção, descobrir o câncer em estágios iniciais e melhoria no tratamento. Mas há muita variação entre os cânceres: uns melhoraram muito e outros nada ou quase nada.
Os que estavam em pior situação – homens negros e hispânicos – foram os que mais se beneficiaram com a redução (2,4% e 2,3%, respectivamente), o que sugere que os esforços orientados a levar a prevenção e o melhor tratamento aos grupos desfavorecidos deram certo.
A luta contra os grandes assassinos – pulmão, colon, mama e próstata continuou a progredir. Com a dramática redução no número de fumantes - entre os homens, o grande salto foi no câncer do pulmão: 40% da redução se deve a esse câncer. Já a sobrevida entre as mulheres que tiveram câncer da mama foi a que mais contribuiu para a redução das mortes femininas: 34%.
A melhoria dos hábitos, particularmente a cessação do fumar, contribuiu para reduzir a incidência entre os homens. Já no que concerne os cânceres infantis, aumentou a incidência, talvez sub-produto do crescimento da obesidade infantil, mas a taxa de mortalidade diminuiu de 4,9 por cem mil crianças para 2,2. O tratamento e a sua difusão também melhoraram: entre as crianças cancerosas, 83% continuam vivas cinco anos depois do diagnóstico; nos meados da década de 70, essa percentagem era apenas 58%.
São avanços inegáveis, num país que cuida pouco da prevenção e muito do tratamento e da cura. O câncer continua sendo um grande inimigo da vida que, somente neste ano, matará seiscentas mil pessoas naquele país.
E nós?
Nem estatísticas confiáveis temos...
GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ

